Expografia
Palacete Tira ChapéuProposta expositiva para 60 artistas

Pavimento
1º pavimento
Base
Planta atualizada 30.10
Áreas
Marcações em vermelho
Artistas
60
Sistema
Painel autoportante
Execução
R$ 90.000
7zonas expositivas
575m² de área ocupada
30painéis dupla face
60faces = 60 artistas
158m² de superfície de obra
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Leitura do espaço

As sete marcações em vermelho da planta não formam uma galeria contínua: são sete ambientes de caráter, escala e pé-direito distintos, distribuídos ao longo de todo o pavimento — do grande salão de eventos ao hall dos elevadores. A expografia precisa costurar esses ambientes num percurso único com o mínimo de interferência no casarão.

Daí a decisão central da proposta: um único módulo, repetido trinta vezes. O painel autoportante da referência — chapa de madeira clara suspensa sobre pés de aço branco — funciona igualmente bem como floresta no meio de um salão de 300 m² e como peça isolada num corredor de 20 m². É ele que dá unidade a um conjunto de espaços que não têm nenhuma.

O sistema é reversível: os painéis apenas se apoiam no piso e se desmontam em um dia. Nas paredes liberadas pelo cliente, as obras podem ser fixadas diretamente, com reparo dos furos previsto na desmontagem.

Planta do 1º pavimento do Palacete com as sete zonas expositivas A a G demarcadas e a posição dos 30 painéis.
PL-01 · Planta geral de expografia. Zonas A–G sobre a planta de 30.10. Barras escuras = painéis dupla face; traços transversais = pés de aço. Mobiliário de eventos representado em cinza claro (a ser removido nas áreas expositivas). Escala gráfica no canto inferior esquerdo.
A · Salão Principal
B · Sala de Convenções 02
C · Salão Nobre / de Arte
D · Bistrô
E · Hall dos Elevadores
F · Circulação / Galeria
G · Anexo do Backstage

Quadro de áreas

ZonaEspaçoÁreaPé-direitoCaráter
ASalão Principal (mesas + palco)≈ 302 m²4,50 mNúcleo da mostra
BSala de Convenções 0282,98 m²vão H 3,30Sala fechada, luz controlada
CSalão Nobre / de Arte71,30 m²4,43 mSala de honra, luz natural
DBistrô35,66 m²4,57 mConvívio, obra e mesa
EHall dos Elevadores38,92 m²Chegada, primeiro contato
FCirculação / Galeria20,56 m²4,57 mPassagem, ritmo curto
GAnexo do Backstage≈ 22 m²Sala-achado, intimista
Total das áreas marcadas≈ 575 m²9,6 m² por artista

Áreas de B a F conforme cotas da própria planta. A e G medidos sobre o desenho (escala aferida em elementos cotados: 1 unidade CAD = 3,33 mm; conferência pelo Hall dos Elevadores, 5,94 × 6,55 m = 38,9 m²). A cotar em obra antes da produção.

02

O módulo

Painel Tira Chapéu — 1,20 × 2,20 m, dupla face

Uma chapa de madeira clara de 18 mm suspensa a 10 cm do piso por dois pés em "T" de aço branco. É o painel da referência, transposto para dimensão expositiva: 2,30 m de altura total contra os 4,43–4,57 m de pé-direito dos salões — pouco mais da metade, o que preserva a leitura do volume e das cimalhas do casarão.

Cada face é a cota de um artista: 1,20 × 2,20 m, ou 2,64 m² de superfície. Trinta painéis, sessenta faces, sessenta artistas.

ELEVAÇÃO FRONTAL cotas em mm eixo das obras · 1450 faixa útil 450 – 2200 etiqueta · h 1050 2300 2200 1200 LATERAL MDF 18 mm lâmina clara trilho embutido 600 100
DT-01 · Painel Tira Chapéu. Elevação frontal e vista lateral. Face de 1200 × 2200 mm em MDF 18 mm revestido em lâmina de madeira clara; pé em chapa de aço dobrada em "T", vão de 600 mm, pintura eletrostática branco fosco.

Especificação

  • Face: 1200 × 2200 mm, MDF 18 mm revestido em lâmina natural clara (freijó ou maple), verniz fosco; topo e bordas fitados. Alternativa econômica: MDF cru selado.
  • Pés: 2 por painel, chapa de aço 6 mm dobrada em "T" — vão 600 mm, altura 100 mm, largura 60 mm; pintura eletrostática branco fosco (RAL 9010); sapata de feltro. Recuados 160 mm das bordas.
  • Vão sob o painel: 100 mm — o painel "flutua", como na referência, e a limpeza do piso passa por baixo.
  • Peso: ≈ 35 kg por painel (≈ 29 kg de chapa + 6 kg de aço). Dois montadores.
  • Fixação das obras: trilho de alumínio embutido no topo das duas faces, com cabos e ganchos ajustáveis. Troca de obra sem furar o painel.
  • Travamento: painéis de uma mesma fileira se unem por chapa de junção no topo e no rodapé — a fileira de três vira uma peça só. Painel isolado (zonas D a G) recebe contrapeso de 12 kg embutido no pé.

Por que dupla face

Dupla face resolve três problemas ao mesmo tempo: dobra a cota expositiva por metro quadrado de piso, cria percurso (o visitante contorna, não passa reto) e reduz o número de peças a fabricar, transportar e estocar de 60 para 30.

Cada face é numerada — A-01 a A-24, B-01 a B-12, e assim por diante — o que dá ao curador uma grade fixa para distribuir os 60 artistas e ao produtor um mapa de montagem sem ambiguidade.

Variante densa. Se surgirem obras de grande formato, duas faces contíguas podem ser fundidas numa cota de 2,45 × 2,20 m; e a Zona A absorve até 20 painéis (40 faces) sem comprometer a circulação mínima.
03

Distribuição dos 60 artistas

A distribuição segue a hierarquia dos espaços, não a divisão igualitária: o Salão Principal recebe 40% da mostra porque é o único ambiente que suporta uma configuração escultórica; os espaços de passagem recebem poucas peças, para não virarem obstáculo.

ZonaEspaçoPainéisFacesArtistasm²/painelConfiguração
ASalão Principal12242425,2Moinho — 4 alas de 3 painéis
BSala de Convenções 026121213,82 fileiras de 3, corredor central
CSalão Nobre / de Arte5101014,3Fileira única no eixo da sala
DBistrô24417,8Par central
EHall dos Elevadores24419,5Dois painéis avulsos, eixo livre
FCirculação / Galeria12220,6Painel único no trecho largo
GAnexo do Backstage24411,0Par escalonado
Total30606019,2158,4 m² de superfície de obra
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Zona por zona

A

Salão Principal

12 painéis · 24 artistas · ≈ 302 m²
Dimensões
17,5 × 17,3 m
Pé-direito
4,50 m
Circulação
2,85 a 4,20 m
Piso
Tabuado existente

Quatro alas de três painéis dispostas em moinho, girando em torno de uma clareira central de 4,3 × 4,2 m. O arranjo não fecha nenhum canto: sobram quatro passagens diagonais de quase três metros contra as fachadas, o que mantém as rotas de fuga livres e permite que o salão volte a ser salão em um dia. O palco fica vazio — reservado para vídeo, escuta ou programação de performance.

Planta da Zona A com quatro alas de três painéis em moinho ao redor de uma clareira central.
PL-02 · Zona A, moinho de 12 painéis.
B

Sala de Convenções 02

6 painéis · 12 artistas · 82,98 m²
Corredor central
3,40 m
Recuo perimetral
3,20 m
Vão de acesso
H 3,30 m
Luz
Controlável

Duas fileiras paralelas de três painéis formam um corredor central de 3,40 m — a configuração mais próxima de uma sala de galeria convencional em todo o pavimento. Sala fechada, com parede de drywall e luz artificial controlável: é aqui que devem entrar as obras que pedem penumbra, projeção ou som. As paredes novas podem receber obras de grande formato como complemento.

Planta da Zona B com duas fileiras de três painéis e corredor central.
PL-03 · Zona B, duas fileiras de 3.
C

Salão Nobre / de Arte

5 painéis · 10 artistas · 71,30 m²
Fileira
6,20 m
Pé-direito
4,43 m
Fachada
Rua Chile
Recuo lateral
≈ 2,20 m

Uma única fileira de cinco painéis assentada no eixo da sala. É o gesto mais contido da mostra, e de propósito: o Salão Nobre tem janelões para a Rua Chile e um pé-direito de 4,43 m que não deveriam ser subdivididos. Um só plano de madeira atravessando a sala organiza a visita sem disputar com a arquitetura.

Planta da Zona C com fileira única de cinco painéis no eixo do Salão Nobre.
PL-04 · Zona C, fileira única de 5.
D E F

Bistrô, Hall dos Elevadores e Galeria

5 painéis · 10 artistas · 95,14 m²
D · Bistrô
2 painéis · 4 artistas
E · Hall elevadores
2 painéis · 4 artistas
F · Galeria
1 painel · 2 artistas
Passagem mínima
1,50 m

Os três espaços de chegada e de passagem, tratados com a mesma economia. No Hall dos Elevadores os dois painéis ficam encostados na parede oposta às cabines, preservando 1,50 m livres de manobra: são as primeiras obras que o visitante vê. No Bistrô, um par central para quem senta. Na Galeria, um único painel no trecho largo — as paredes do corredor ficam para o texto curatorial e o mapa da mostra.

Planta das zonas D, E e F com cinco painéis distribuídos entre bistrô, hall dos elevadores e galeria.
PL-05 · Zonas D, E e F.
G

Anexo do Backstage

2 painéis · 4 artistas · ≈ 22 m²
Dimensões
≈ 5,9 × 6,6 m
Painéis
2, escalonados
Acesso
Biblioteca / coxia
Luz natural
Nenhuma

Sala pequena entre a coxia e a biblioteca, sem luz natural e fora do eixo principal — a mais reservada das sete. Dois painéis escalonados criam um percurso em zigue-zague de quatro obras. É a sala para o trabalho que precisa de silêncio: fotografia pequena, desenho, vídeo curto. Depende da reconfiguração prevista em planta como "layout interno a construir".

Planta da Zona G com dois painéis escalonados na sala anexa ao backstage.
PL-06 · Zona G, par escalonado.
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Circulação, acessibilidade e segurança

Faixas livres

  • Mínimo normativo de 1,20 m de faixa livre (NBR 9050) respeitado em todas as zonas.
  • Adotado 1,80 m entre painéis paralelos, para fluxo em dois sentidos com pessoa parada olhando a obra.
  • 2,85 a 4,20 m na Zona A: o salão é também rota de fuga do pavimento.
  • Módulo de manobra de 1,50 × 1,50 m nas extremidades de cada fileira e diante dos elevadores.
  • Nenhum painel a menos de 1,00 m de porta, escada ou saída.

Estabilidade e reversibilidade

  • Painéis em fileira travados entre si — a fileira de três se comporta como peça única de ≈ 105 kg.
  • Painel isolado com contrapeso de 12 kg no pé; ensaio de tombamento antes da abertura.
  • Furos apenas nas paredes liberadas pelo cliente, com reparo na desmontagem. Nenhuma fixação em piso ou forro.
  • Sapatas de feltro sob os pés, protegendo o tabuado do Salão Principal.
  • Mobiliário de eventos removido apenas nas áreas hachuradas — o restante do pavimento segue operando.
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Iluminação

Como o forro não pode ser furado, a iluminação vem de trilhos eletrificados suspensos por cabo de aço nos eixos de circulação, ancorados apenas em pontos existentes — a confirmar em visita técnica. Onde não houver ponto de ancoragem, o mesmo trilho monta em torres verticais autoportantes pintadas de branco, na mesma linguagem dos pés.

  • 2 spots por face — 120 spots LED, 15 W, 3000 K, IRC ≥ 90, feixe 24°, ângulo de incidência 30° a partir da vertical.
  • ≈ 45 m de trilho distribuídos entre as sete zonas, com circuitos independentes por zona.
  • 150 a 200 lux sobre a obra como referência; 50 lux para papel, têxtil e fotografia sensível, com filtro UV.
  • Zona B com blackout nas aberturas para obra de projeção; Zonas C e D com controle da luz natural por cortina técnica.
  • Iluminação de emergência e sinalização de rota mantidas visíveis acima da linha dos painéis (2,30 m).
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Comunicação visual

A sinalização usa a mesma economia do painel: poucas peças, removíveis e sem resíduo.

  • Etiqueta de obra em cada face, canto inferior direito, a 1050 mm do piso: nome do artista, título, técnica, dimensões, ano e QR do acervo digital. Impressão em papel montado em PVC 2 mm, fixação por ímã no trilho.
  • Placa de zona nas sete entradas, na letra e cor do quadro de áreas — A a G.
  • Texto curatorial na Zona F (Galeria) e no Hall dos Elevadores, em painel do mesmo módulo com face lisa.
  • Mapa da mostra distribuído na chegada, com as 60 faces numeradas — A-01 a G-04.
  • Adesivo de piso apenas nas bifurcações do percurso, removível, sem resíduo.
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Orçamento de execução

ItemEspecificaçãoQtd.Valor (R$)
PainelMDF 18 mm 1,20 × 2,20 m, lâmina clara, bordas fitadas, trilho embutido nas 2 faces30 un24.000
Pé em "T"Chapa de aço 6 mm dobrada, vão 600 mm, pintura eletrostática branco fosco60 un9.800
Travamento e fixaçãoChapas de junção, contrapesos 12 kg, ferragens, cabos e ganchos, fixações em parede1 vb4.000
Iluminação≈ 45 m de trilho eletrificado suspenso + 120 spots LED 15 W / 3000 K / IRC 901 vb33.500
Comunicação visual60 etiquetas, 7 placas de zona, 2 painéis de texto, mapa da mostra, adesivos de piso1 vb6.500
Montagem e logísticaTransporte, montagem e desmontagem, consumíveis, ensaio de estabilidade, reparo dos furos1 vb12.200
Total da execução — R$ 1.500 por artista90.000

Valor total de execução definido em R$ 90.000. A distribuição por item é indicativa e será consolidada no anteprojeto, conforme fornecedor, acabamento escolhido (lâmina natural ou MDF cru selado) e condições de ancoragem da iluminação. Projeto expográfico: R$ 9.000, contratado à parte — investimento total de R$ 99.000.

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Montagem

EtapaFrente de trabalhoZonas
D-5Remoção do mobiliário de eventos e marcação dos eixos no pisoA, B, G
D-4Montagem dos painéis do Salão Principal e travamento das alasA
D-3Montagem dos painéis restantes e ensaio de estabilidadeB a G
D-2Trilhos, spots, foco e medição de lux face a faceTodas
D-1Montagem das obras, etiquetagem e sinalizaçãoTodas
D-0Revisão de foco, limpeza e aberturaTodas

Cinco dias de montagem com duas equipes de dois montadores. Desmontagem em um dia.

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Premissas e pendências

Duas decisões foram tomadas por mim para que a proposta pudesse fechar em números. Ambas são reversíveis e mudam apenas a contagem de painéis, não o sistema.

Premissa · Cada artista recebe uma face1,20 × 2,20 m, ou 2,64 m² por artista. É a cota que faz 60 artistas caberem com folga nas áreas marcadas. Se a curadoria previr obras maiores ou conjuntos de várias peças, a cota sobe para duas faces contíguas e o número de painéis cresce proporcionalmente.
Premissa · As marcações em vermelho valem como ambiente inteiroAs sete manchas foram lidas como "use este ambiente", não como "use exatamente esta mancha" — exceto no Salão Principal, onde a marca central foi lida literalmente e os painéis ocupam só o miolo, deixando o perímetro e o palco livres.
A confirmar · Natureza e formato das obrasQuantas peças por artista, e há obra tridimensional, vídeo, som ou instalação? Obra 3D pede base ou reserva de piso, e isso sai da cota de painel.
A confirmar · O pavimento segue operando durante a mostraSe o Salão Principal mantiver eventos com mesas, a Zona A precisa de painéis sobre rodízio travável em vez de pé fixo — mesma aparência, custo cerca de 15% maior.
A confirmar · Ancoragem da iluminação e cotas em obraVisita técnica para verificar pontos de suspensão no forro, capacidade elétrica por zona e conferência das cotas das Zonas A e G, medidas sobre o desenho.
A confirmar · Reconfiguração dos Camarins 01 e 02As zonas F e G dependem do "layout interno a construir" indicado em planta. Se os camarins forem mantidos, essas seis faces migram para a Zona A, que absorve sem alteração de circulação.